OAB-PA comemora 20 anos da Lei Maria da Penha e destaca a atuação da CMA durante o Agosto Lilás  

A Lei representa um marco na proteção às mulheres e no fortalecendo da rede de enfrentamento à violência doméstica e familiar 

Há 20 anos, a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) transformou a forma como o Brasil enfrenta a violência doméstica e familiar contra as mulheres. Sancionada em 7 de agosto de 2006, a legislação é considerada um dos mais importantes passos legais de proteção aos direitos das mulheres e, duas décadas depois, segue sendo referência nacional e internacional no combate à violência de gênero.

A data também integra a programação do Agosto Lilás, campanha instituída nacionalmente pela Lei nº 14.448/2022, que promove ações de conscientização, prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher em todo o país.

Criada após anos de luta de Maria da Penha Maia Fernandes, vítima de violência doméstica, por justiça, a lei surgiu como resposta à condenação do Estado brasileiro pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, em razão da demora na responsabilização do  seu agressor. A partir desse caso, o Brasil passou a contar com uma legislação que não apenas pune os autores da violência, mas estabelece mecanismos de prevenção, proteção e assistência às vítimas.

Ao longo dessas duas décadas, a Lei Maria da Penha foi sendo aperfeiçoada para ampliar os instrumentos de proteção, fortalecer a atuação do Poder Judiciário e consolidar uma rede integrada de atendimento composta por órgãos da segurança pública, assistência social, saúde e orientação jurídica.

Atuação da OAB-PA

Na Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA), a defesa dos direitos das mulheres é desenvolvida de forma ampla, mas especialmente por meio da Comissão das Mulheres e Advogadas (CMA), que atua em três frentes principais: social, institucional e acadêmica.

Na área social, a Comissão integra a rede de acolhimento às mulheres em situação de violência, participa de campanhas educativas, desenvolve ações comunitárias e estabelece parcerias com instituições públicas e privadas.

No âmbito da advocacia, promove capacitações para advogadas e advogados com foco na atuação sob a perspectiva de gênero, acompanha casos de violência institucional e orienta sobre os direitos e prerrogativas das mulheres advogadas.

Já na frente acadêmica, a Comissão contribui para a produção de pesquisas e conhecimento técnico em parceria com grupos de pesquisa da Universidade Federal do Pará (UFPA) e com o Grupo de Trabalho do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) responsável pelo Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.

Além disso, a CMA representa a OAB-PA em importantes espaços de formulação de políticas públicas, como o Conselho Estadual dos Direitos das Mulheres do Pará (CEDM-PA) e sua Câmara Técnica, participando da construção de estratégias voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.

Avanços na legislação 

Segundo a presidente da Comissão das Mulheres e Advogadas da OAB-PA, Tarita Cajazeira, os 20 anos da Lei Maria da Penha representam um momento de celebração, mas também de reflexão sobre os desafios que ainda persistem.

“A Lei Maria da Penha representa uma mudança histórica na forma como o Estado brasileiro enfrenta a violência doméstica. Ela rompeu o silêncio, reconheceu diferentes formas de violência e criou mecanismos que permitem agir antes que a agressão evolua para consequências ainda mais graves. Celebrar seus 20 anos é reconhecer os avanços conquistados, mas também reafirmar o compromisso de fortalecer essa rede de proteção e garantir que toda mulher saiba que não está sozinha”, afirma. 

A presidente destaca que muitas mulheres ainda enfrentam dificuldades para reconhecer que vivem uma relação abusiva. “A violência nem sempre começa com agressões físicas. Controle excessivo, isolamento da família e dos amigos, ciúme constante, humilhações, ameaças envolvendo os filhos e a repetição do ciclo de tensão, agressão e reconciliação são sinais de alerta que precisam ser identificados. Quanto mais cedo a mulher buscar ajuda, maiores são as possibilidades de interromper esse ciclo”, enfatiza. 

Apesar dos avanços, os números mostram que a violência contra a mulher permanece como um grave problema social. O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década. Ao mesmo tempo, as denúncias feitas ao Ligue 180 cresceram 27% no primeiro trimestre de 2026, demonstrando tanto a persistência da violência quanto o fortalecimento da confiança das mulheres na rede de proteção.

Para a presidente da Comissão, Tarita Cajazeira, ampliar o acesso à informação é uma das principais medidas de prevenção. “Quando uma mulher conhece seus direitos, ela compreende que existem mecanismos legais capazes de protegê-la. A informação salva vidas e fortalece a coragem para romper o ciclo da violência”, destaca.

A OAB-PA reforça que combater a violência contra a mulher é uma responsabilidade coletiva. Ao completar 20 anos, a Lei Maria da Penha permanece como um instrumento fundamental para garantir proteção, assegurar direitos e fortalecer uma cultura baseada no respeito, na igualdade e na dignidade das mulheres.

Onde buscar ajuda

Mulheres em situação de violência podem procurar atendimento pelos seguintes canais e locais:

Central de Atendimento à Mulher: 180 (24 horas, inclusive pelo WhatsApp)

Polícia Militar: 190

Disque Direitos Humanos: 100

DEAM Virtual (24 horas) para registro de ocorrência on-line

Disque Denúncia: 181

Assistente virtual Iara, da Polícia Civil, via WhatsApp

Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) em Belém, Ananindeua e diversos municípios do interior

Casa da Mulher Brasileira de Ananindeua, que reúne, em um único espaço, Delegacia Especializada, Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, atendimento psicossocial e serviços voltados à autonomia econômica das mulheres

Conselheiros Federais Efetivos

Abel Expedito Trindade da Conceição
Aline Cristiane Anaissi de Moraes Braga
Aline de Fátima Lima Gomes de Miranda
Aline Penedo de Oliveira
Ananda Corolina Cordeiro de Jesus
Andreza Maria Nascimento de Mattos
Bernado Araujo da Luz
Bianca Lana Corte
Bianca Ribeiro Lobato
Camilla Veiga Pereira
Claúdia Bitar de Moraes barbosa
Elizabeth Maria Beatrice Abreu de Moraes
Fadia Yasmin Costa Mauro
Flávio Gomes Rodrigues
Gilmar Alexandre Ribeiro do Nascimento
Glaucia Medeios da Costa
Glaucia Medeiros da Costa
Glauzienne Matos Mendes Santos
Gleydson do Nascimento Guimarães
Gleydson do Nascimento Guimarães
Humberto Souza da Costa
Humberto Souza da Costa
Ian Pimentel Gameiro
Ian Pimentel Gameiro
João Paulo Bentes Martins
Leandro Jose do Mar dos Santos
Leandro Nascimento Rodrigues
Lenice Pinheiro Mendes
Lucas de Siqueira Mendes Barbalho
Luciana Figueiredo Akel Fares
Marcelo Adriano de Albuquerque Oliveira
Marcelo Leonam Correa de Barros
Marcia Helena de Oliveira Alves Serique
Mariza Alves de Aguiar Silva
Naiade Nunes Pinto dos Reis
Naylla Augusto Gama
Nelma Catarina Oliveira Martires Costa
Odilon Capucho Pontes de Souza
Patricia Adriana Ribeiro Valente
Paulo André Silva Nassar
Pedro Paulo Cavalero dos Santos
Pietro Maneschy Gasparetto
Pilar Ravena de Souza
Rafaela Noami Carvalho Yokoyana
Raul da Silva Moreira Neto
Renato André Barbosa dos Santos
Roumiee Halan da Silva Souza
Sandro Manoel Cunha Macedo
Soraia Priscila Plach
Stefano Ribeiro de Souza Costa
Tulio Trindade Acataussu de Oliva
Vanessa Maia Ferreira
Verena Mizerani Verdelho
Vladimir Augusto de Carvalho Lobo e Avelino Pereira Koenig
Wellington Silva dos Santos
Wellington Ventura da Silva
Wilma Lemos Souza e Silva

Conselheiros(as) Seccionais Efetivos(as)

Almir Cardoso Ribeiro
Ana Paula Cavalcante Nicolau da Costa
Ana Paula da Costa e Silva
Ana Rebecca Manito Litaiff
Andrea Carla da Silva Marques
Bernardo Morelli Bernardes
Bianca Cartagenes Saraiva
Camila Maia Migliano
Carla Fernanda Micucci Xavier
Clodomir Assis Araújo Júnior
Dennis Verbicaro Soares
Edimar de Souza Gonçalves
Evandro Antunes Costa
Felipe da Silva Dias
Flavia Luciana Guimarães Marçal Pantoja de Araujo
Francisco Brasil Monteiro Filho
Gabriela Giugni da Silva Holanda Castro
Haroldo Wilson Gaia Pará
Indira Gandhi da Silva Lima
Ivana Passos de Melo Antunes Costa
Jamille Saraty Malveira Graim
José Luiz de Araújo Mindello Neto
Jossinéia Silva Pereira
Juliana Andrea Oliveira
Juliana Teixeira da Fonseca Souza
Leandro de Jesus Paixão
Lucenilda de Abreu Almeida
Luiz Alberto Gurjão Sampaio de Cavalcante Rocha
Marcelo Matos Barreto
Maria Cristina Portinho Bueno
Maria de Nazaré Nogueira Guimarães Rolim
Maria do Rosário Nonato Aranha
Melina Silva Gomes Brasil de Castro
Mylene da Silva Cristo de Carvalho
Napoleão Nicolau da Costa Neto
Neila Moreira Costa
Nelson Paulo Simões Nasser
Paulo Ivan Borges Silva
Roberta Miwako Takanashi da Silva Centeno
Rodrigo Tavares Godinho
Romulo Oliveira da Silva
Savio Leornado de Melo Rodrigues
Sérgio Leite Cardoso Filho
Tadeu Alves Sena Gomes
Tarina Nascimenyto Cajazeira
Tatianna Cunha da Cunha Conrado
Victor Correa Faraon

Conselheiros Federais Efetivos

Bruna Koury de Figueiredo Pina Mangas
Eulina Maia Rodrigues
Marcelo Augusto Teixeira de Brito Nobre

Conselheiros Federais Efetivos

Leonardo Maia Nascimento
Mary Lucis do Carmo Xavier Cohen
Wesley Loureiro Amaral