Advocacia vê indicação como uma maneira de fortalecer a representatividade do Pará e da Amazônia na Corte trabalhista
Em Sessão Extraordinária do Conselho Seccional, nesta quinta-feira (28), a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará (OAB-PA) aprovou, por unanimidade, uma moção de apoio à candidatura da desembargadora Maria de Nazaré Medeiros Rocha, do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT8), ao cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST). Ela integra a lista tríplice destinada ao preenchimento da vaga.
O presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, destacou a importância institucional da candidatura para a advocacia e para a região Norte. “A desembargadora Maria de Nazaré reúne qualificação técnica, trajetória sólida e profundo conhecimento da realidade amazônica. Sua indicação ao TST é não apenas um reconhecimento à sua carreira, mas o fortalecimento da representatividade do Pará e da Amazônia nos espaços nacionais de decisão do Poder Judiciário”, afirmou.
A sessão também foi destinada ao julgamento da Representação n. 14.0000.2026.016557-1/PRES, em tramitação no âmbito da Seccional.
Desembargadora
A magistrada é formada em Direito pela Universidade Federal do Pará (UFPA) e possui mestrado em Direito pela mesma instituição. Em sua dissertação, ela apresentou o tema “O Tribunal Superior do Trabalho e o meio ambiente do trabalho: análise qualitativa da jurisprudência relativa ao trabalho em minas”. Maria de Nazaré Medeiros Rocha tem atuação voltada aos Direitos Humanos e ao meio ambiente do trabalho, principalmente.
Ela também possui uma trajetória consolidada na Justiça do Trabalho, tendo atuado, desde 1995, como juíza titular e substituta em diversas Varas, como a 2ª Vara do Trabalho de Macapá, a Única Vara do Trabalho de Breves e de Castanhal, a 7ª Vara do Trabalho de Belém e, atualmente, ocupando o cargo de desembargadora do Trabalho no TRT8.
A aprovação da moção reforça o posicionamento institucional da OAB-PA em defesa da valorização de nomes da região Norte em espaços de destaque no sistema de Justiça brasileiro, reconhecendo a relevância da experiência jurídica e acadêmica construída na Amazônia para o fortalecimento das Cortes Superiores do país.

