Um documento que relata o conflito pela posse de terra entre o quilombola Teodoro Lalor de Lima, que há 56 anos mora às margens do igarapé Bom Jesus do Tororó e o fazendeiro de Cachoreira do Arari, Liberato Magno de Castro foi entregue hoje (7) à Comissão de Defesa da Igualdade Racial da OAB/PA.

De acordo com o documento, o fazendeiro não concorda em se retirar da área destinada à pesca e ao extrativismo dos descendentes de escravos, no arquipélago do Marajó – 75 km da capital paraense. O caso gira em torno ao direito de exploração sobre a área de 12 mil hectares.

Desde 1993 até hoje, Teodoro Lalor já foi preso quatro vezes e responde a 16 processos criminais, sendo um deles o de crime ambiental, onde não pode retirar uma árvore de açaizeiro de suas terras e garantir o sustento de sua família, ainda que tenha obtido autorização da Secretaria de Meio Ambiente (SEMA). Enquanto isso, o fazendeiro do Marajó comete, além de crimes ambientais, outros crimes contra a população daquele arquipélago, instalando de cercas eletrificadas, limitando os espaços territoriais das Comunidades Quilombolas, sem que a Polícia local haja com o mesmo rigor e presteza, com que age contra o seu LALOR.

Segundo denúncia relatada ao presidente da Comissão de Defesa da Igualdade Racial, Jorge Farias, no último dia 6 de junho, uma equipe de policiais militares do município de Cachoeira do Arari, estiveram na residência do Lalor, amedrontando-o e ameaçando-o de levá-lo preso, sob alegação de crime ambiental, ignorando a licença da SEMA apresentada por ele e uma Liminar concedida pelo juiz da 5ª Vara da Seção Judiciária Federal, que concede ao quilombola o direito de realizar o extrativismo e praticar a pesca artesanal.

Para Jorge Farias, sem maiores averiguações, deduz-se que mais uma vez, os policias estão agindo em favorecimento do fazendeiro Liberato Magno de Castro. “Um fato como este demonstra violação aos Direitos Humanos, praticado por agentes públicos, num Estado da Federação que se proclama ‘Terra de Diretos’, mas onde muitas injustiças continuam sendo praticadas contra a população rural, especialmente quilombolas”, ressalta.

Diante dos fatos, a Comissão de Defesa da Igualdade Racial da OAB-PA irá propor ao conselho seccional que a Ordem encaminhe ao Juiz da Comarca, daquele município um ofício, solicitando um Habeas Corpus Preventivo para Lalor e ainda que faça uma reclamação à Corregedoria da Policia Militar contra aqueles policiais.

DSC_1340A 3ª Corrida e Caminhada do Advogado, realizada pela subseção de Paragominas, naquele município superou as expectativas. Mais de 200 pessoas participaram do evento que aconteceu na manhã de hoje (6).

Após quilômetros correndo e caminhando, quem subiu ao pódio em 1º lugar geral feminino, foi Mayene Furtado de Oliveira, residente da região, e o 1º lugar geral masculino foi Ózio Aliton de Carvalho, também da região.

Na categoria do advogado masculino, com o tempo de 32’07’’, o primeiro lugar foi para o belenense Antônio Carlos Gomes e o feminino foi Meire Vasconcelos, advogada de Belém, que completou o percurso com o tempo de 44’01’’.

DSC_1424A caminhada de Paragominas também foi bastante prestigiada por alguns conselheiros que participaram, ontem, da sessão extraordinária da Ordem. Dentre os participantes, estavam os advogados Oswaldo Coelho, Ouvidor Geral da OAB-PA, Ana Kelly Jansem, Ismael Moraes e o Secretário Geral da Ordem Alberto Campos, que chegou empatando com o Prefeito de Paragominas, Adnan Demachki.

O Presidente Jarbas Vasconcelos, o vice-presidente da Ordem, Evaldo Pinto e o conselheiro seccional Guilherme Lobato também participaram da corrida.

 

Vitória em dobro

A história de vida de Mayene Furtado de Oliveira, primeiro lugar geral na 3ª corrida de Paragominas também é uma vitória. Com o tempo de 33’17’’, que pode ser comparado ao de um atleta profissional, a pequena corredora é um exemplo de determinação, que não pode passar em branco.

Com apenas 11 anos e cursando a 2ª série, mas com muita vontade de se tornar uma corredora profissional de sucesso, Mayene ainda não conhece o que é se preparar para uma competição. “Ah! Eu brinco, corro com meus colegas.”, respondeu ela, ao ser indagada como é a preparação para uma corrida.

DSC_1656Mayene vem de uma família humilde de Paragominas. Seu pai, Moisés Dalila de Oliveira, hoje com 40 anos, fala com tristeza das dificuldades que tem para realizar o sonho da filha. “A gente come melhor quando não tem competição. Porque quando tem o dinheiro vai todo para comprar o tênis dela”.

Moisés é de São Domingos do Capim onde viveu durante muito tempo da agricultura. Em Paragominas, Moisés, vive do que sabe fazer: correr. Ele troca sua experiência em corridas por um pouco de dinheiro, que mal dá para sustentar a família. “Eu tenho quatro filhos e tem dias em que a gente luta para conseguir o que comer”.

Marcos Talvane Furtado de Oliveira e Manoel Furtado de Oliveira, irmãos de Mayene, também participam de competições. Na corrida de Paragominas, eles tiram respectivamente o 1º e 2º lugares, na categoria de 15 a 17 anos.

Sabendo de tudo isso, não é difícil entender porque Mayne se destaca e sai na frente na corrida em busca do que quer.

Sensibilizado com a história de Maylene, o presidente da OAB-PA, Jarbas Vasconcelos, se comprometeu em pedir a ajuda da Secretaria Estadual de Esporte e Lazer, para encontrar uma forma de ajudar Mayene a subir mais alto no pódium.

Para conferir a classificação dos participantes da 3ª Corrida de Paragominas acesse o link http://www.chiptiming.com.br/v3/resultado_view.php?pCodEvento=1219

  

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Comisses_da_OAB_do_Par_discutem_sobre_o_Sistema_CarcerrioApós reunião realizada entre as Em reunião, as comissões Sistema Penal, Criança e Adolescente, Atividades Policiais, Sistema Prisional e Direitos Humanos da OAB-PA, onde cada uma apresentou um balanço de suas atividades, a OAB apresentará nesta quinta-feira (20), ao Conselho Nacional do Ministério Público - CNMP, um relatório com um diagnóstico preciso sobre o que deve ser feito para garantir o aprimoramento dos serviços oferecidos pelo sistema penitenciário no Pará.

O objetivo é conseguir em parceria com o Conselho Regional de Psicologia – CRP, melhorar a qualidade dos serviços oferecidos nas casas penas do nosso estado, tornando-o mais humanizado.

A reunião com membros do CNMP acontece quinta-feira (20), às 17h, na sede da Ordem.

A Defesa dos Direitos e Prerrogativas dos Advogados Paraenses sempre foi uma das principais bandeiras levantadas pela nova gestão da OAB-PA.

Durante esses quatro meses, não faltou trabalho e o que resultou em um relatório apresentado esta semana pelo presidente da Comissão de Defesa das Prerrogativas, Edilson Santiago, resultado da efetiva atuação de todos os membros da comissão, do presidente da nossa OAB/PA, dos conselheiros seccionais, de toda diretoria e dos funcionários e servidores desta casa.

 

Rolo compressor do Pará. Assim foram chamados Jarbas Vasconcelos e Angela Sales, presidente e ex-presidente da OAB-PA, respectivamente, que durante sessão do Conselho Nacional da OAB, fizeram uma defesa incontestável pela manutenção do Provimento 102.

Através dele, os conselheiros da Ordem, ainda que renunciem, continuam proibidos de se candidatar do Quinto Constitucional.

Até hoje, o Pará era o único Estado, que além de seguir o provimento, ainda estende o impedimento da candidatura aos parentes até de 3º grau do conselheiro da Ordem e, o único que mantém desde 2003, eleições diretas para este cargo.

A OAB do Pará, representada pela advogada Arlene Sousa, membro da Comissão de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente da Ordem, juntamente com o relator da CPI da Pedofilia - Pará, deputado Arnaldo Jordy, fez a entrega ao Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, do Relatório Final da CPI, concluída em 25 de fevereiro de 2010.

Segundo o relatório, o Pará teve mais de 100 mil casos de abuso sexual contra crianças e adolescentes nos últimos cinco anos.

18 de maio - Dia Mundial de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a OAB realiza um trabalho diário de enfrentamento a esse tipo de violência praticada contra as crianças e adolescentes do nosso Estado.

Para entender a que tanto o abuso quanto à exploração sexual de crianças e adolescentes são formas de violência sexual que atingem todas as camadas sociais, porém, cada qual possui suas características e, não raro, são confundidas com a pedofilia, acontece hoje (18), no Auditório da Reitoria da UFPA, a partir das 14h, a palestra “ENTENDENDO AS DIFERENÇAS ENTRE PEDOFILIA, ABUSO E EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES”, que será proferida pela advogada Arlene Mara de Sousa Dias.

E evento, alusivo ao Dia Internacional de Combate ao Abuso e à exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no local do evento.

ARTIGO: Entendendo as diferenças entre Pedofilia, Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

 

 

 

 

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