ef37c642 fea0 4fb9 8001 8f27f19e8baaDois integrantes da Comissão de Defesa de Prerrogativas deslocaram-se até o município localizado na região sul do Pará e integraram comitiva da instituição que participou, na manhã desta terça-feira (05), de audiência com o juiz Wellington Moacir Borges de Paula, titular da Vara do Trabalho de Xinguara.

O conselheiro seccional Cícero Sales e a advogada Dayanne Sousa Moraes patrocinam a defesa de um trabalhador em processo que tramita na Vara Federal do Trabalho de Xinguara, cuja parte demandada é um agropecuarista. No processo, o demandado fora condenado e o feito encontra-se em fase de execução.

No último dia 28 de janeiro, o agropecuarista compareceu ao escritório do ex-presidente da subseção da OAB em Xinguara. Em conversa gravada de forma preventiva, o demandado fez várias ameaças, caracterizando coação no curso do processo. Com isso, membros do Sistema Regional de Prerrogativas foram imediatamente acionados: os advogados Anderson Gomes e Leonardo Almeida.91ccc853 90aa 41c5 a6d6 82468f1845b6

Como não houve acordo durante a audiência, os dois advogados que compõem o Sistema de Defesa das Prerrogativas recomendaram a lavratura de Boletim de Ocorrência na Polícia Civil. Diante disso, o delegado já intimou o agropecuarista e o processo deverá ser encaminhado para o Fórum da Comarca de Xinguara amanhã (06).

ea1095dd e896 4a2f bc90 270a3bbf5b71Ex-presidente da subseção de Redenção, Carlos Eduardo Teixeira esteve na audiência de hoje juntamente com os conselheiros seccionais Rubens Moraes Júnior, Rone Messias, Deivid Benasor (ex-presidente da subseção de Parauapebas), a atual presidente da subseção de Parauapebas, Maura Paulino, o presidente da subseção de Xinguara, Evandro Santana, o presidente da Comissão de Apoio ao Advogado do Interior, Gilberto Santos, e vários advogados que integram a subseccional local.

NotaRepudioA Ordem dos Advogados do Brasil, Subseção Xinguara, torna público seu repúdio e absoluta contrariedade aos atos de ameaça e tentativa de coação praticados contra os advogados Dayanne de Sousa Moraes e Cícero Sales da Silva, ex-Presidente da OAB- XINGUARA e atual Conselheiro da OAB-PA.

A Diretoria da OAB Subseção Xinguara afirma veementemente, que atos de ameaça e intimidação, ou qualquer outra modalidade de atentado contra advogados e ou advogadas não serão tolerados e que adotará todas as providências cabíveis e necessárias para o restabelecimento da ordem e da paz.

Os advogados que foram ameaçados no exercício da profissão receberão atenção máxima desta Subseção e todas as denúncias serão apuradas de forma célere e contundente.

Qualquer restrição ao livre exercício da advocacia será imediatamente repelida com reação imediata da OAB Xinguara.

A OAB, como defensora intransigente da Democracia não pode coadunar com quaisquer atos de violência e ameaça contra qualquer cidadão, principalmente contra advogados, que estão exercendo sua atividade laboral, dentro dos limites da lei.

É inaceitável que a advocacia tenha se tornado atividade de risco, capaz de gerar angústia e desconforto. Nesse sentido, a OAB Xinguara reafirma sua defesa incondicional às Prerrogativas da Dra. Dayanne de Sousa Moraes e ao Dr. Cícero Sales da Silva, e aduz que os Profissionais estão e estarão sempre devidamente assistidos por todos que compõem o sistema OAB.

Por fim, a OAB Xinguara que sempre atuou com independência e atenta à defesa das garantias profissionais e dos direitos sociais, lamenta o fato ocorrido e presta total apoio e solidariedade aos advogados ameaçados, declara por meio desta NOTA DE REPÚDIO que utilizará de todos os meios legais admitidos para a defesa incansável da dignidade da advocacia e de seus membros, mantendo atuação enérgica e incessante no acompanhamento das medidas cabíveis a serem empreendidas pelas autoridades competentes, sempre cumprindo com sua função institucional de zelar pelo respeito às Prerrogativas dos Advogados e pelo Livre Exercício Profissional.


                                                                                            Evandro Santana

                                                                     Presidente da OAB Subseção Xinguara

IMG 0036O desembargador Leonardo de Noronha Tavares foi empossado no cargo de presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará em sessão solene do Pleno realizada na última sexta-feira (01). O magistrado, que ficará à frente do Judiciário paraense no biênio 2019-2021, é o 59º desembargador a assumir a presidência da Corte de Justiça, desde a sua instalação, em 1874. Conselheiro seccional e presidente da Comissão de Relações com o Poder Judiciário, Cássio Cunha representou a instituição. Os conselheiros seccionais Mário Célio, Thiago Tuma e Ana Cristina Louchard estiveram presentes, além de Andrea Corsini, colaboradora da Comissão de Trânsito da OAB-PA.

De acordo com o conselheiro Cássio Cunha, a OAB-PA conta com o Judiciário Paraense, em especial com a nova gestão sob a presidência do desembargador Leonardo Tavares, “para que se mantenham vigilantes na defesa dos legítimos interesses da sociedade, bem como permaneçam atuando veementemente na pacificação dos litígios em busca da justiça social”.

Após receber o cargo de seu antecessor, desembargador Ricardo Ferreira Nunes, o novo presidente deu posse às desembargadoras Célia Regina de Lima Pinheiro, na Vice-Presidência; Maria de Nazaré Saavedra Guimarães, na Corregedora de Justiça das Comarcas da Região Metropolitana de Belém; e Diracy Nunes Alves, na Corregedoria de Justiça das Comarcas do Interior. O presidente também deu posse aos desembargadores Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, Mairton Marques Carneiro, José Roberto Pinheiro Maia Bezerra Júnior e Rosi Maria Gomes de Farias como membros do Conselho da Magistratura, órgão que passam a integrar juntamente com os membros natos (presidente, vice-presidente e corregedoras).

IMG 0006Na transmissão do cargo, o desembargador Ricardo Ferreira Nunes agradeceu o apoio dispensado por todos que contribuíram com a sua gestão, desde os seus pares desembargadores, até os terceirizados e estagiários. “Sempre falei que a nossa gestão era como uma orquestra. Do triângulo ao piano, todos são importantes. Dessa forma, vocês foram fundamentais para que o nosso navio chegasse ao fim da linha ancorado em um porto seguro”. O desembargador afirmou ter a consciência “de que dei o meu melhor, de corpo, alma, mente e coração, no objetivo do engrandecimento do nosso Poder Judiciário”.

Ressaltou o desembargador Ricardo Nunes que “a partir de agora, será o desembargador Leonardo Tavares, magistrado de longa folha de bons serviços prestados ao Judiciário Paraense, o novo líder, o novo timoneiro, e a ele passo o bastão com muita honra e alegria, na certeza de que com discrição e ética que lhe são inerentes e qualificam-no, continuará dignificando a toga, com o respeito que a Justiça do Pará desfruta. Tenho absoluta convicção de que, nesta caminhada, que ora se inicia, Vossa Excelência contará com a inspiração e proteção de seu saudoso pai, desembargador Oswaldo Pojucan Tavares que merecidamente dá nome a este plenário e com as bênçãos de Nossa Senhora de Nazaré. Volto para a minha bancada de onde estarei sempre contribuindo e torcendo, de forma sincera, pelo êxito da gestão e, consequentemente, sob os aplausos da sociedade paraense. Talento e boa vontade, desembargador Leonardo, não vos faltam”.

IMG 0024Em seu discurso de posse, o novo presidente afirmou receber com grande orgulho o cargo, lembrando que foi o vice de seu antecessor, a quem exaltou como amigo e como gestor e, nessa condição, “tive oportunidade de acompanhar o seu trabalho, em marcantes momentos da evolução e avanços tecnológicos introduzidos na administração do Tribunal, entre os quais é notório o novo Data Center. A implantação desse sistema foi a conclusão de projeto concebido e inicialmente executado há várias gestões, permitindo que as ações e decisões judiciais circulem com maior eficiência entre juízes, procuradores, defensores públicos e advogados”.

Em suas primeiras palavras como presidente, o desembargador Leonardo Tavares também agradeceu a oportunidade de gerir a instituição e ressaltou a memória de seu pai. “Agradeço a Deus por me considerar digno e capaz de cumprir as missões confiadas pelos meus dignos pares, especialmente a de Presidente deste Tribunal, honrosa função, que também foi ocupada, na década de 60, por três vezes consecutivas, pelo meu saudoso pai, Des. Oswaldo Pojucan Tavares, que assumiu, nessa condição, interina e reiteradamente, o Governo do Estado do Pará”. O presidente ressaltou a personalidade do desembargador Oswaldo Pojucan como pai, jurista e membro do Judiciário, ressaltando a sua cultura jurídica e postura conciliadora, bem como discorreu sobre a sua trajetória na magistratura paraense.

“Quero-lhes dizer que partilhar memórias e histórias vivenciadas ao longo de minha carreira profissional renova a minha força e faz aumentar a minha vontade de contribuir para o melhor funcionamento da nossa justiça, como fizeram os que me antecederam. Os ideais e os tempos de outrora ainda continuam vivos e estão sedimentados em nossas mentes e na alma de cada um de nós. Evoco, neste momento, as vozes de todos os magistrados que aqui me precederam para dizer que as lições passadas por eles não foram apagadas. Elas ressoam novamente, na medida que lembramos dos ensinamentos daqueles que os pregaram, com equilíbrio, serenidade e competência”.

O magistrado afirmou ainda que “chegou a hora de vivenciar os mesmos sonhos e esperança de realizações que os antigos magistrados estaduais aqui tiveram, quando assumiram o cargo de Presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Pará. Temos a certeza de que juntos venceremos as missões destinadas pelo Colegiado deste Tribunal e, assim como os antigos magistrados, por certo, também seremos felizes e lembrados pelos que nos sucederem”.

Por fim, o novo presidente ressaltou que “a nossa caminhada é lado a lado, em prol do ideal comum, que podemos sintetizar no esforço que faremos para respeitar e cumprir a crença no papel do Judiciário e o respeito às instituições e sistema democrático que são os pilares do nosso sistema constitucional, visando à grandeza do Estado do Pará e do nosso Brasil. Espero corresponder plenamente à confiança em mim depositada e peço à Nossa Senhora de Nazaré para que, guiado pelo Espírito Santo e iluminado pela sabedoria do Evangelho, eu possa ser um bom presidente para este Tribunal. Deus me trouxe aqui nesta hora para servir e não para ser servido, tal como fez com meu pai”, finalizou o presidente.

A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades civis e militares, além de magistrados, servidores do Judiciário. A mesa oficial foi composta pelos desembargadores Ricardo Nunes e Leonardo Tavares e também pelo governador do Estado, Helder Barbalho; pelo presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Pará, deputado Daniel Santos; pelo vice-almirante Edervaldo Teixeira Filho, comandante do 4º Distrito Naval; pelo general de Divisão Anísio David Oliveira Júnior, comandante do Exército – 8ª Região Militar; pelo prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho; pela desembargadora Pastora do Socorro Leal, presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região; pelo conselheiro Odilon Inácio Teixeira, presidente em exercício do Tribunal de Contas do Estado do Pará; e pelo juiz Ricardo Felício Scaff, representando a Associação dos Magistrados do Brasil.

Com informações da Coordenadoria de Imprensa do TJE-PA
Fotos: Fúvio Maurício e Danilo Paixão

Captura de Tela 2019 02 04 as 08.13.16É com profundo pesar que a Ordem dos Advogados do Brasil, Seção Pará, comunica o falecimento do advogado criminalista Alberto da Silva Campos, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (04). Ele é pai do presidente da OAB-PA, Alberto Antonio Campos. Profissional com histórica militância na advocacia criminal, Alberto da Silva Campos exerceu o cargo de conselheiro seccional por dois mandatos. Bastante importante na formação de várias gerações de advogadas e advogados, foi professor da UFPA e do CESEP (hoje UNAMA).

O velório será realizado a partir de 9h, no plenário Aldebaro Klautau (sede da OAB-PA), com missa de corpo presente às 14h. O sepultamento vai ocorrer às 15h, no cemitério Recanto da Saudade. Neste momento de profunda dor e consternação, todos os integrantes do Sistema OAB Pará manifestam solidariedade ao presidente Alberto Campos e seus familiares. 

Biografia

Alberto da Silva Campos graduou-se em Direito pela UFPA – Universidade Federal do Pará em 1966, ano em que fundou o escritório de advocacia que carrega o seu nome. Ingressou como professor assistente na UFPA em 1965, lecionando a disciplina Técnica Comercial, do Curso Técnico de Administração. Entre 1966 e 1967 no Curso de Ciências Contábeis da UFPA, lecionou Técnica Comercial e Contabilidade Bancária, onde assumiu, no Centro Sócio-Econômico, a Chefia do Departamento de Micro-Economia.

Na UFPA, Alberto Campos, por designação da reitoria, compôs Comissões de Processos Administrativos Disciplinares; no Centro Sócio-Econômico, integrou a Comissão para Elaboração do Plano de Estágio do Curso de Direito, passando, por concurso público, a integrar o corpo docente do curso de Direito, de onde aposentou-se como titular da disciplina Processo Penal. Em março de 1971, assumiu o cargo de Coordenador do Estágio Profissional da Faculdade de Direito, tendo sido nesse mesmo ano eleito Vice-Coordenador do Colegiado do Curso. Atuou como advogado designado pelo então Ministro da Justiça, Alfredo Buzaid, membro da Comissão Geral de Investigação Sumária do Ministério da Justiça, tendo conseguido a absolvição de todos os seus defendidos.

Foi ainda professor de Direito Processual Penal no curso de Direito do CESEP, atual UNAMA –Universidade da Amazônia, e Procurador do Ministério Público do Estado do Pará, de onde pediu exoneração para trilhar exclusivamente a carreira advocatícia. Na advocacia paraense, Alberto Campos foi o advogado responsável pelo primeiro júri realizado na Justiça Federal do Pará, bem assim, pela vedação da utilização de crachá de “visitante” por advogados em órgãos públicos, quando no exercício de seus misteres profissionais, atuando desde o início de sua vida profissional em todos os tribunais superiores do país, inclusive com sustentações orais. Faz parte ainda da sua vida política-profissional ter exercido por dois mandatos o cargo de conselheiro da OAB-PA.

188780Nesta sexta-feira (01), tomaram posse os novos diretores da OAB Nacional e os 162 conselheiros federais (titulares e suplentes) que ficarão à frente da entidade no triênio 2019-2022. A presidência fica a cargo de Felipe Santa Cruz, enquanto Luiz Viana é o vice, José Alberto Simonetti é o secretário-geral, Ary Raghiant Neto é o secretário-geral adjunto e José Augusto Araújo de Noronha é o diretor-tesoureiro. Veja aqui os resumos dos currículos de cada um dentro da Ordem.

Como representantes da bancada paraense, foram empossados Afonso Marcius Vaz Lobato, Bruno Menezes Coelho de Souza, Jader Kahwage David, Sérigio Pinheiro, Olavo Câmara e José Ronaldo Dias Campos. Presidente da OAB-PA, Alberto Campos liderou a comitiva da seccional paraense que esteve presente, que era composta ainda pela a vice-presidente Crisitina Lourenço, o secretário-geral Eduardo Imbiriba, o diretor-tesoureiro André Serrão, conselheiros e vários integrantes do Sistema OAB-PA.

188830O presidente egresso Claudio Lamachia, que ficou à frente da entidade de 2016 a 2019, deu posse à nova diretoria em um momento marcado pela emoção. “Vou me permitir usar a tribuna por alguns minutos, não para mais um discurso, mas para um agradecimento que me vejo na obrigação de fazer. E meu coração impõe que eu faça. Eu quero parabenizar Felipe Santa Cruz, este guerreiro que chega ao cargo a par de suas qualidades, de seu talento e de sua trajetória na Ordem. A OAB do Rio de Janeiro, mesmo em meio à crise que aquele valoroso estado atravessa, se sobressai em suas lutas e muito disso se deve a este grande colega”, apontou.

Lamachia recordou que sua chegada à presidência do Conselho Federal da OAB, em 2016, foi marcada por uma articulação que resultou em chapa única. “A união do Sistema OAB fica provada e reforçada porque a história se repete com o Felipe. Estarei por perto quando for chamado e de longe, aplaudindo, quando não for convocado. Não existe para um advogado honra maior do que presidir a entidade que é a verdadeira voz constitucional da cidadania, que representa a nobreza da advocacia, que mesmo em um momento de tanta turbulência jamais se acovardou. Por isso, sem dúvidas, a história da OAB se confunde com a da própria democracia no Brasil”, disse.

Ele ainda agradeceu a cada integrante de sua diretoria e fez menção especial aos advogados e advogadas do Rio Grande do Sul, estado que – segundo ele – “fez eu ser o que sou enquanto membro de Ordem e advogado”. Da mesma forma, agradeceu aos colaboradores do Conselho Federal da OAB, aos seus familiares e aos familiares dos dirigentes de Ordem que “entendem a ausência de seus pares em casa para total doação à OAB”. “Neste último dia de minha gestão na presidência nacional da Ordem, deixo esta cadeira com a consciência absolutamente tranquila e uma enorme sensação de dever cumprido. Obrigado a todos e a todas por este belíssimo trabalho”, disse.

Após os trâmites formais de leitura do compromisso de posse, das assinaturas dos termos oficiais e da entrega das carteiras e dos diplomas aos membros da nova diretoria do Conselho Federal da OAB, Felipe Santa Cruz fez seu primeiro discurso como presidente da Ordem. Ele iniciou agradecendo a Lamachia, que “conduziu a advocacia de modo amplo, ouvindo e agregando, deixando clara sua característica de liderar pelo exemplo em meio a crises agudas, tendo compromisso com a palavra dada e a retidão como norte”.   

“Nunca fiz política de Ordem sozinho. Sou portador de muitas deficiências e minha diretoria é portadora de muitas qualidades. Luiz Viana me honrará com sua serenidade na vice-presidência da Ordem. Meu querido José Alberto Simonetti, liderança militante e apaixonada pela advocacia, certamente será o secretário-geral que a advocacia brasileira precisa. Nosso querido Ary Raghiant, dono de inúmeros serviços prestados à Ordem, muito contribuirá para estabelecermos diálogos firmes com as instituições. E quem conhece o José Augusto Noronha sabe que ele teve projetos tão bons à frente da OAB-PR que vários de nós, então presidentes de Seccionais, copiamos nas nossas”, apontou.

Santa Cruz também homenageou os conselheiros. “Convido-os a uma aventura: fazer deste Conselho um lugar de respeito, debate de ideias e trabalho. Todo o resto será colocado na conta dos detalhes. Contem comigo, tenho a absoluta convicção de que sou apenas um par que aqui ocupará a função de coordenação”, disse. “O terreno da OAB não é o da política, mas o do direito. Queremos evitar que aconteça com a Ordem o que aconteceu com outras instituições, encapsuladas por nortes políticos e econômicos. Nossa trincheira sempre será a da democracia, aclarando o debate”, disse. Para ele, “a Ordem aplaude toda e qualquer iniciativa que induza aos mais altos níveis de ética, bem como que induza aos mais altos níveis de segurança pública nas ruas e ambientes privados, mas jamais corroborará com o uso desregrado de aparatos do Estado”. 

Por fim, Santa Cruz citou a necessidade da reforma tributária para recolocar o país no trilho do crescimento. “A Ordem vai trabalhar a favor de reformas que combatam os privilégios e defendam os trabalhadores. Somos a favor do manto que protege uma massa desprotegida, porque ainda temos trabalho escravo, precisamos da Justiça do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho. Não há desenvolvimento sem respeito a contratos, sem segurança jurídica, é preciso uma jurisprudência clara para um bom ambiente de negócios. Também não há desenvolvimento sem a preservação do meio ambiente. A OAB acompanhará de perto os desdobramentos da tragédia em Brumadinho, para que as vítimas sejam acolhidas e ressarcidas, os responsáveis sejam punidos e que a legislação brasileira seja aperfeiçoada”.

Ele encerrou com um recado à advocacia. “Vocês sabem que sou aberto a críticas e pretendo aqui respeitar e seguir as posições de gestões com que convivi. Cada um de nós tem um estilo, mas uma coisa é certa: essa será a casa dos debates, das ideias, mas também da execução. A OAB está de portas abertas e será ocupada pela advocacia. Essa casa é forte quando é ocupada pela advocacia”, apontou. 

Fotos: Yan Fernandes

188617Brasília – O conselheiro federal e ex-presidente da OAB-RJ, Felipe Santa Cruz, foi eleito na noite da última quinta-feira (31) presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Ele estará no comando da instituição no triênio 2019-2022. A chapa "OAB Forte e Unida", encabeçada por Santa Cruz, elegeu ainda o ex-presidente da OAB-BA, Luiz Viana, para o cargo de vice-presidente, o ex-diretor-geral da Escola Nacional de Advocacia (ENA), José Alberto Simonetti, para o cargo de secretário-geral, o conselheiro federal pelo Mato Grosso do Sul, Ary Raghiant Neto, para o cargo de secretário-geral adjunto e o ex-presidente da OAB-PR, José Augusto Araújo de Noronha, como diretor tesoureiro.

188581Presidente da Ordem no Pará, Alberto Campos presenciou o momento histórico para a advocacia brasileira, assim como a vice-presidente Crisitina Lourenço, o secretário-geral Eduardo Imbiriba, o diretor-tesoureiro André Serrão, alguns os conselheiros seccionais e membros do Sistema OAB-PA. Conselheiros federais eleitos no dia 28 de novembro de 2018, Afonso Marcius Vaz Lobato, Bruno Menezes Coelho de Souza e Jader Kahwage David representaram a advocacia paraense na votação.

Em seu discurso de despedida da presidência do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia demonstrou otimismo na capacidade de Felipe Santa Cruz e agradeceu por todo o apoio recebido ao longo da gestão. “Quero dizer ao meu amigo irmão, Felipe Santa Cruz, que a nossa caminhada foi conjunta. Poderíamos comemorar muitas e muitas conquistas, inúmeros desafios, mas a maior de todas foi a união que tivemos nesse período de três anos. Felipe foi incansável nesse trabalho para me ajudar no Colégio de Presidentes para construir essa união. Espero que nos próximos três anos eu possa devolver um pouco o que vocês fizeram por mim. Felipe Santa Cruz será, sem dúvida, um grande presidente da OAB, porque conheço a sua trajetória e a sua história”, afirmou.

188609Ao se pronunciar, o presidente eleito destacou os desafios que a instituição terá que enfrentar. “Digo que quem assume essa cadeira não pode substituir. Há cargos que são passíveis de substituição, outros, no máximo, somos sucessores. Eu aqui assumo uma parcela do comando dessa nau, esperando que o tempo que se apresenta à frente melhore, porque isso é o que sonhamos para a sociedade brasileira. Não há país que possa progredir no conflito. O país precisa de técnica, de rotina e de respeito. Seguirei trabalhando. Essa é uma chapa de situação e o primeiro compromisso é seguir marchando, trabalhando. A sociedade precisa de uma Ordem que tenha a força de dizer que aqueles que não têm voz, terão a voz do Conselho Federal da OAB. Aqueles que estão frágeis, terão a voz das mais de oito décadas dessa instituição para lhes defender. Aqueles que acham que o processo civilizatório terá interrupção, terão a voz da Ordem dos Advogados, ainda que seja a custo alto, a custo de enfrentamos, porque coragem não nos falta”.

188431 A conselheira federal pelo Rio Grande do Sul e Medalha Rui Barbosa, Cléa Carpi da Rocha, presidiu os trabalhos do Colégio Eleitoral. “Este momento tem um significado muito especial para todos nós, para a advocacia nacional, pois há pouco, em novembro, comemoramos 88 anos de criação da nossa OAB, que está na gênese do Estado Constitucional vigente hoje, com a denominada Constituição Cidadã. Nossa entidade esteve presente na vanguarda das lutas cívicas que propiciaram a redemocratização do país, a anistia - processo por qual tive a honra de participar -, o fim da censura, o restabelecimento de eleições diretas em todos os níveis, a liberdade de plena organização partidária e, por fim, a Assembleia Nacional Constituinte. E a emoção, tão grata à minha alma, pela coincidência que neste pleito se encerra o mandato de um colega que me é muito caro, o presidente Claudio Lamachia, com o qual partilhei desde a seccional do Rio Grande do Sul trabalho, sonhos e esperanças de que um mundo justo é possível. Sua presidência foi caracterizada pela firmeza, equilíbrio, coerência, coragem nos enfrentamentos quando a cidadania clamava sua atuação”, ressaltou.

Diretoria

188577Felipe Santa Cruz é ex-presidente da OAB-RJ, onde ficou por dois mandatos seguidos. Também foi presidente da Caixa de Assistência aos Advogados do Rio de Janeiro. Formado na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e possui Mestrado em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Luiz Viana Queiroz ocupou a presidência da seccional da Bahia por dois mandatos seguidos, antes de compor a chapa com Felipe Santa Cruz para o comando da OAB Nacional. É a primeira vez que um baiano vai participar da diretoria nacional da entidade. Luiz Viana é formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia, possui especialização em Direito Eleitoral, Municipal, Público e Cível e é procurador do Estado da Bahia, além de professor licenciado de Direito da Universidade Católica do Salvador.

José Alberto Simonetti ocupou o cargo de conselheiro federal pelo Amazonas. Foi ainda ouvidor-geral da OAB durante a gestão de Marcus Vinícius Furtado (2013-2015) e diretor da Escola Nacional da Advocacia (ENA) no triênio 2016-2019.

Ary Raghiant Neto ocupou o cargo de conselheiro federal pelo Mato Grosso do Sul. Durante o triênio 2016-2019, foi designado como o representante da OAB no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Presidiu também a Comissão Nacional de Legislação do CFOAB.

José Augusto Araújo de Noronha foi presidente da seccional do Paraná durante o triênio 2016-2018. Antes de chegar à diretoria do Conselho Federal da Ordem, ele também presidiu a Caixa de Assistência dos Advogados (CAA-PR), foi conselheiro seccional e membro de várias comissões da seccional, como a de Defesa dos Honorários Advocatícios e de Estabelecimentos Prisionais.

Colégio

Confira os demais conselheiros federais que participaram da votação: Cláudia Maria da Fontoura Messias Sabino, Marcos Vinícius Jardim Rodrigues e Odilardo José Brito Marques (AC), Fernanda Marinela de Sousa Santos, Fernando Carlos Araújo de Paiva e Roberto Tavares Mendes Filho (AL), Alessandro de Jesus Uchôa de Brito, Felipe Sarmento Cordeiro e Helder José Freitas de Lima Ferreira (AP), Aniello Miranda Aufiero, José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral e Márcia Maria Cota do Álamo (AM), Carlos Alberto Medauar Reis, Daniela Lima de Andrade Borges e Luiz Viana Queiroz (BA), André Luiz de Souza Costa, Hélio das Chagas Leitão Neto e Marcelo Mota Gurgel do Amaral (CE), Francisco Queiroz Caputo Neto, Rodrigo Badaró Almeida de Castro e Ticiano Figueiredo de Oliveira (DF), Jedson Marchesi Maioli, Luciana Mattar Vilela Nemer e Luiz Cláudio Silva Allemand (ES), Marcello Terto e Silva, Marisvaldo Cortez Amado e Valentina Jungmann Cintra (GO), Ana Karolina Sousa de Carvalho Nunes, Charles Henrique Miguez Dias e Daniel Blume Pereira de Almeida (MA), Felipe Matheus de França Guerra, Joaquim Felipe Spadoni e Ulisses Rabaneda dos Santos (MT), Ary Raghiant Neto, Luís Cláudio Alves Pereira e Wander Medeiros Arena da Costa (MS), Antônio Fabrício de Matos Gonçalves, Bruno Reis de Figueiredo e Luciana Diniz Nepomuceno (MG), Harrison Alexandre Targino, Odon Bezerra Cavalcanti Sobrinho e Rogério Magnus Varela Gonçalves (PB), Airton Martins Molina, José Augusto Araújo de Noronha e Juliano José Breda (PR), Carlos da Costa Pinto Neves Filho, Leonardo Accioly da Silva e Ronnie Preuss Duarte (PE), Andreya Lorena Santos Macêdo, Chico Couto de Noronha Pessoa e Geórgia Ferreira Martins Nunes (PI), Carlos Roberto de Siqueira Castro, Felipe de Santa Cruz Oliveira Scaletsky e Marcelo Fontes Cesar de Oliveira (RJ), Ana Beatriz Ferreira Rebello Presgrave, Artêmio Jorge de Araújo Azevedo e Francisco Canindé Maia (RN), Cléa Anna Maria Carpi da Rocha, Rafael Braude Canterji e Renato da Costa Figueira (RS), Alex Souza de Moraes Sarkis, Andrey Cavalcante de Carvalho e Franciany D’Alessandra Dias de Paula (RO), Antonio Oneildo Ferreira, Bernardino Dias de Souza Cruz Neto e Emerson Luis Delgado Gomes (RR), Fábio Jeremias de Souza, Paulo Marcondes Brincas e Sandra Krieger Gonçalves (SC), Alexandre Ogusuku, Guilherme Octávio Batochio e Gustavo Henrique R. Ivahy Badaró (SP), Adélia Moreira Pessoa, Maurício Gentil Monteiro e Paulo Raimundo Lima Ralin (SE), Antônio Pimentel Neto, Denise Rosa Santana Fonseca e Kellen Crystian Soares Pedreira do Vale (TO).

Com informações da Assessoria de Comunicação do Conselho Federal da OAB

Fotos: Eugênio Novaes

 

 

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